Andrezza Massei na pele de Dona Clotilde. Fotos: Rodrigo Negrini e Rafael Beck/Divulgação

Quem ainda não foi assistir a “Chaves – Um Tributo Musical” no Teatro Opus, em São Paulo, só tem essa semana para se emocionar com a recriação da Vila e o toque brasileiro aos personagens do seriado, que faz sucesso até hoje na TV. E um dos destaques no elenco é Andrezza Massei, que se transforma para viver Dona Clotilde.

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Prestes a completar 20 anos de carreira, a atriz mostra no palco que fez a escolha certa quando se entregou ao teatro ao perceber o “boom” de musicais, participando desde então de várias montagens consagradas nos palcos, o que lhe rendeu o convite para “Chaves”.

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Seu currículo é extenso: Dona Cômoda nas duas montagens brasileiras de “A Bela e a Fera”, Shirley de “Priscilla, a Rainha do Deserto”, Dynamo Rosie em “Mamma Mia”, Irmã Patrícia em “Mudança de Hábito”, Madame Thénardier em “Les Misérables”, Úrsula em “A Pequena Sereia” além de “Cats”, “We Will Rock You”, “Wicked”, “Sunset Boulevard”, entre outros.

Aos 43 anos, a atriz tem uma longa trajetória no teatro (Foto: Rodrigo Negrini/Divulgação)

Agora, ela diverte o público na pele de uma espevitada dona Clotilde que, mantendo a essência da personagem da TV, tem espaço para mostrar toda sua paixão por Seu Madruga. “Mesmo com toda liberdade que tivemos para criar, me atenho ao espírito da Dona Clotilde, seu arquétipo, e estudo a fundo não só o texto, mas tudo o que ela representa”, explica.

Nessa entrevista exclusiva ao TV Ilimitada, Andrezza Massei fala da preparação para o papel, como os conhecimentos da graduação em Fisioterapia a ajudam pré e pós-palco e os planos de, aos 43 anos, investir no talento musical, com direito a show no ano que vem.

TV IlimitadaComo foi a composição da dona Clotilde? Foi possível dar um toque pessoal?
Andrezza MasseiFoi feita através de muita observação, não só dos episódios do seriado do qual eu já era fã desde criança, mas também de outras referências de personagens, atrizes e pessoas que eu conheço. Foi feito um intenso trabalho de corpo e voz pra achar a essência da personagem, e como a direção optou em não focar na cópia, o toque pessoal ficou bem evidente.

Assustou-se com a semelhança que o elenco ficou da versão original?
Sim! Ficamos todos muito parecidos! Ainda mais quando subimos no palco e entramos naquele cenário incrível. O público se emociona muito com a semelhança! E confesso que as vezes me esqueço que são meus amigos e não os personagens originais (risos).

Foi estranho se ver mais velha?
Nossa, foi muito estranho! Mesmo já tendo feito outras personagens com uma certa idade, sempre existe um estranhamento. Quando me olhei no espelho a primeira vez, já caracterizada, me senti muito parecida com uma tia minha, já falecida, e fiquei muito emocionada.

Como foi o encontro com Roberto Gómez Fernández, filho do Roberto Bolaños?
Muito emocionante. A sensação que tive foi a de que a relação dele com a personagem e até mesmo com a atriz que a interpretava (Angelines Fernández) era de muito carinho, pela forma com que ele me cumprimentou, como me olhou caracterizada… Parecia estar muito feliz e orgulhoso com todo o projeto.

Dona de bar e de taberna, aviadora, freira, megalomaníaca, bruxa dos mares… com uma carreira tão diversificada,  o que falta viver nos palcos?
Nossa! Muita coisa… Mesmo já tendo vivido personagens mais cômicas, depressivas e até vilanescas. Adoro desafios e personagens fortes. Tenho visto muito texto novo, inclusive brasileiro, de gente muito talentosa, com histórias bem interessantes. Não tenho como escolher apenas um! E como espero não parar tão cedo… que venham as novidades!

Na pele de Úrsula no musical A Pequena Sereia (Foto: Caio Gallucci/Divulgação)

Com quase 20 anos de carreira, ainda dá algum nervosismo antes de as cortinas se abrirem?
Sempre! Isso não muda e é até bom que não mude, porque essa energia é necessária pra gente se manter alerta e com frescor cênico.

Os conhecimentos em fisioterapia ajudam a se recuperar após algumas horas dançando nos musicais que já fez?
Sim! Embora eu não tenha conseguido exercer a profissão, ainda levo alguns aprendizados e cuidados comigo, como a importância do alongamento e um bom fortalecimento muscular. O condicionamento físico é imprescindível em teatro musical, pois fazemos muitas sessões semanais, normalmente de cinco a sete, e, se não cuidarmos do corpo, não damos conta. A voz também precisa de um cuidado especial e cada um de nós tem o seu jeito pessoal de alcançar os resultados que precisa.

Como anda a paixão pela música?
A mil por hora! Recentemente participei de um projeto com o maestro e pianista Miguel Briamonte, grande amigo desde ‘A Bela e a Fera’, onde eu dava vida à Dona Cômoda, e isso aconteceu depois de muitos anos sem me apresentar como cantora, sem tocar violão no palco, e me despertou a vontade de ir pensar em algo. Estou em processo de pesquisa de repertório para um show meu, que posso até definir como comemorativo, já que completo 20 anos de carreira nos palcos em 2020, mas isso exige tempo e dedicação. Logo logo conto tudo!

SERVIÇO:
Chaves: Um Tributo Musical
ONDE: Teatro Opus – Shopping Villa-Lobos ( Av. das Nações Unidas, 4777 – Alto de Pinheiros – São Paulo)
QUANDO: Domingos 15h e 19h; Sábado 16h e 20h; Sexta 21h. Até 3/11.
INGRESSOS: De R$ 75 a R$ 140, no site https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/chaves-um-tributo-musical-7831

(Imagens: Rodrigo Negrini, Caio Gallucci e Rafael Beck/Divulgação)